O presidente do Equador, Daniel Noboa disse que foi vítima de uma tentativa de envenenamento. Segundo ele, o caso ocorreu durante um encontro com agricultores no último dia 17, na província costeira de Los Ríos, após receber presentes que continham substâncias químicas tóxicas e prejudiciais à saúde.
"Havia três produtos químicos diferentes com uma altíssima concentração, e era praticamente impossível que esses três produtos químicos estivessem juntos nesses níveis em um produto específico. É impossível que tenha sido acidental, é impossível que tenha sido a embalagem", relatou Noboa, em entrevista divulgada pela emissora CNN nessa quinta-feira (23).
Os produtos eram uma geleia de tamarindo, outra de chocolate e uma mistela de cacau, e foram entregues à equipe do presidente por uma empreendedora. Após a realização de testes de rotina, foi determinado que continham "substâncias químicas perigosas". Noboa afirmou que a Casa Militar Presidencial já apresentou uma denúncia ao Ministério Público.
Após uma análise de laboratório, foi constatado que os produtos continham cloreto de tionila, cloroetanol e antraceno, “os mesmos que são considerados nocivos e prejudiciais à saúde”, conforme o relatório da Casa Militar. Os militares entraram em contato com o pessoal da inteligência para localizar a pessoa ou pessoas que teriam entregado o presente.
"Talvez um dos três pudesse ter sido encontrado na embalagem pelas próprias atividades produtivas da região, mas que os três estejam presentes e em alta concentração é impossível que não tenha sido intencional", disse o presidente Noboa.
A mulher que entregou os presentes ao presidente foi identificada como Yolanda Peñafiel. Ao site La Contra, ela afirmou que está “triste e preocupada ao mesmo tempo” com o que foi dito pelo presidente.
"Meu coração não é para fazer mal a ninguém. Fiz com muita boa vontade de enviar uns produtos ao presidente, uns chocolates. Saí com os produtos da minha casa, foi feita a entrega aos militares que fizeram a revisão e já não sei o que pôde acontecer daí em diante", disse Peñafiel.
Há duas semanas, Noboa já havia denunciado outra tentativa de assassinato, quando o carro presidencial foi apedrejado e alvejado por um grupo de manifestantes.