O presidente da Argentina, Javier Milei , precisa que o seu partido A Liberdade Avança (LLA) tenha resultados expressivos nas eleições legislativas que acontecem neste domingo (26) no país. Milei depende desse resultado para que a sua pauta de reformas não seja travada no Congresso, e tem contado com o apoio do presidente Donald Trump, que se tornou uma espécie de cabo eleitoral da sigla nas últimas semanas.
Das 257 cadeiras na Câmara dos Deputados, 127 estão sendo disputadas nesse pleito, enquanto do Senado são 24 das 74 cadeiras sendo disputadas. Atualmente, o partido de Milei tem apenas 44 assentos na Câmara e seis no Senado.
Por conta disso, ele conta com votos de outros partidos, que não são 100% fiéis às propostas do presidente argentino. Com isso, ele tem sofrido derrotas no Legislativo, o que Milei classifica como uma ameaça às suas metas de “déficit zero”.
Em episódio recente, vetos de Milei à lei que obriga o Estado a aumentar o financiamento a universidades públicas do país foram derrubados no Congresso. Outros vetos a uma legislação que declara estado de emergência na área pediátrica e determina destinação de mais verbas para o setor também foram derrubados.
Além disso, também foi aprovada uma lei que limita o poder do presidente na emissão de decretos, em que determina um prazo de 90 dias para o Legislativo ratificar essas medidas, e que estão suscetíveis à rejeição em apenas uma das casas do Congresso.