O decreto-lei proposto pelo governo socialista de Pedro Sánchez , que formaliza o embargo total de armas a Israel, foi aprovado nesta quarta-feira (08) pelo Congresso dos Deputados da Espanha. A medida proíbe o comércio de produtos militares e de tecnologia de dupla utilização com Israel, que atualmente trava uma ofensiva contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

A coalização de esquerda no poder, formada por PSOE e Sumar, apoiou a aprovação da proposta, enquanto os partidos de oposição, Partido Popular (PP), de centro-direita, e Vox, da direita nacionalista, a rejeitaram. Mesmo assim, a Sumar afirmou que ainda pretende tirar as exceções colocadas no decreto que permitem a flexibilização “em casos de interesse geral nacional”.

O decreto, assinado em 23 de setembro pelo governo Sánchez, e aprovado após um mês de tramitação, também impede o trânsito em território espanhol de combustíveis destinados a aeronaves e para possível uso militar, assim como a importação de produtos fabricados nos assentamentos israelenses situados em territórios palestinos ocupados.

A votação, antes marcada para o dia 7 de outubro, data que marca os dois anos dos ataques terroristas do Hamas contra Israel, foi classificada pela Embaixada israelense em Madri como “perverso, desumano e aberrante”.

Segundo o governo socialista de Sánchez, o decreto integra a lista de medidas em resposta ao que o presidente chamou de “genocídio”. Além do embargo das armas o plano também inclui restrições ao espaço aéreo espanhol para aeronaves que transportem materiais de defesa destinados a Israel. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) também irá receber maior apoio financeiro do governo espanhol.

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