Dois ministros da Colômbia contradisseram nesta quinta-feira (13) o presidente Gustavo Petro, que afirmou que cortaria a cooperação em inteligência com os Estados Unidos devido à operação militar que Washington está realizando contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico.
Na última terça-feira (11), Petro fez o anúncio na rede social X. “Todos os níveis de inteligência das forças públicas receberam ordens para suspender todas as comunicações e demais interações com as agências de segurança dos EUA. Essa medida permanecerá em vigor enquanto os ataques com mísseis contra embarcações no Caribe continuarem. A luta contra as drogas deve ser subordinada aos direitos humanos do povo caribenho”, disse o presidente.
Mas, nesta quinta, Pedro Arnulfo Sanchez, ministro da Defesa, e Armando Benedetti, titular da pasta do Interior, afirmaram na mesma rede social que a cooperação com os EUA continua.
Em outubro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , suspendeu todo tipo de apoio financeiro à Colômbia após Petro questionar a operação americana e o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções econômicas ao presidente colombiano, à esposa dele, Veronica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho dele e a Benedetti.