O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky , afirmou nesta sexta-feira (26) que tem planos de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , em breve e que muitas decisões poderão ser tomadas antes do Ano Novo, ao passo que, Washington intensifica os esforços diplomáticos para cessar a guerra entre Ucrânia e Rússia.

O líder ucraniano já falou que questões sensíveis, como quaisquer compromissos territoriais, devem ser discutidos em nível de chefes de Estado, e Kiev tem tentado um encontro presencial com Trump. "Acordamos em uma reunião de alto nível com o presidente Trump em breve. Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo", disse Zelensky por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter) após as recentes negociações entre representantes ucranianos e americanos.

Foto: Reprodução/X
Donald Trump e Zelensky

Zelensky teve uma reunião, na quinta-feira (25), com o enviado especial de Trump, Steve Wittkoff , e com o genro do presidente, Jared Kushner . Ele afirmou que alguns documentos, parte de um plano maior destinado a encerrar o conflito e garantir a reconstrução da Ucrânia, estavam “quase prontos”, enquanto outros “já estavam totalmente preparados”.

No início desta semana, o presidente ucraniano apresentou um esboço de um plano de paz com 20 pontos, descrito por ele como a principal estrutura para o fim da guerra. Apesar de o plano prever garantias de segurança para a Ucrânia, a fim de evitar novas agressões russas, não houve consenso entre as partes sobre as questões territoriais, que Moscou exige que sejam cedidas. O controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia, também permaneceu como ponto de discussão.

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“É importante que consigamos organizar o que discutimos hoje com os enviados do Presidente Trump. Alguns documentos, pelo que vejo, estão quase prontos, e outros já estão totalmente elaborados. Claro que ainda há trabalho a ser feito em questões delicadas. Mas, junto com a equipe americana, sabemos como colocar tudo isso em prática. As próximas semanas também poderão ser intensas. Obrigado, Estados Unidos!”

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