O Congresso dos Estados Unidos incluiu, no orçamento de inteligência para 2026, uma proposta para investigar a atuação da China no setor agrícola brasileiro. O objetivo é apurar o alcance dos investimentos e possíveis mecanismos de controle que possam afetar a cadeia de suprimentos, o mercado global e a segurança alimentar. É a primeira vez que o Brasil é citado nesse tipo de legislação.

A medida integra o Intelligence Authorization Act, que define recursos e diretrizes para agências como a CIA e a NSA. O texto, apresentado pelo senador republicano Tom Cotton e aprovado pela Comissão de Inteligência do Senado, determina que a diretora nacional de inteligência, Tulsi Gabbard, elabore, em até 60 dias, um relatório sobre a extensão e os impactos da participação chinesa no agronegócio do país.

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Donald Trump

O documento deverá considerar, entre outros pontos, o grau de envolvimento do presidente Xi Jinping em negociações com autoridades brasileiras, a participação de empresas estatais chinesas e os efeitos dessas parcerias no comércio internacional. O relatório final deverá ser entregue ao Congresso em até 90 dias, de forma pública, mas com possibilidade de incluir anexos confidenciais.

A tramitação da proposta ainda depende de votação no plenário do Senado e na Câmara dos Representantes, mas a expectativa é que o processo seja concluído antes de 1º de outubro, início do ano fiscal americano. O debate ocorre em meio a uma escalada de tensões entre os governos Trump e Lula, marcada por tarifas adicionais sobre exportações brasileiras e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Parceira comercial do Brasil desde 2009, a China assinou, em 2023, durante visita de Xi Jinping a Brasília, 37 acordos de cooperação com o governo brasileiro, incluindo a abertura de quatro mercados agropecuários.

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