O Governo da Ucrânia divulgou um comunicado nesta terça-feira (26) informando a alteração da medida imposta após a invasão russa, que proibia a saída do território para homens entre 18 e 60 anos, permitindo agora a saída daqueles com idade entre 18 e 22 anos.

A lei marcial, vigente desde fevereiro de 2022, exigia uma autorização especial para a saída do país.

Foto: Facebook/Volodymyr Zelensky
Volodymyr Zelensky

A nova decisão, conforme explica o Ministério do Interior, amplia as possibilidades de acesso à educação, estágios e empregos no exterior.

O Ministério afirmou: “Estamos fazendo o máximo para garantir que jovens ucranianos tenham acesso a uma educação de qualidade e experiência internacional, mantendo-se como parte importante do nosso Estado.”

Objetivo

Os serviços consulares continuam suspensos para quem não está registrado nas Forças Armadas. Os homens precisam portar documentos militares, conforme determina a legislação, mas continuam sujeitos à convocação obrigatória aqueles que têm idade entre 25 e 60 anos.

Os novos procedimentos devem entrar em vigor em breve, segundo o presidente Volodymyr Zelensky . Ele orientou que o ingresso universitário e a travessia de fronteira para jovens sejam facilitados, com a proposta de que aqueles com até 22 anos possam estudar ou trabalhar fora do país, preservando vínculos internacionais.

Sem anúncio no momento

Ucrânia ataca Rússia

No domingo (24), estruturas de energia da Rússia e a usina nuclear de Kursk, no oeste do país, foram atacadas pela Ucrânia. Não houve feridos no bombardeio com drones, e as chamas do incêndio foram controladas.

Um terminal de combustíveis da Novatek também foi atingido pelos ataques, realizados no dia que marca a independência da Ucrânia. Líderes europeus e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tentam mediar um acordo de paz entre as nações.

As negociações de cessar-fogo, na guerra que já dura três anos e meio, permanecem sem avanços significativos. A Rússia tomou duas vilas em Donetsk durante operações pontuais.

O uso de drones pela Ucrânia foi intensificado como resposta a alvos estratégicos russos, especialmente instalações energéticas e de combustíveis, o que elevou os preços internos na Rússia desde o início dos bombardeios.