Autoridades da Coreia do Sul informaram nesta terça-feira (2) que o regime de Kim Jong-un está se preparando para enviar mais 6 mil soldados à Rússia, com o objetivo de reforçar o apoio militar na guerra contra a Ucrânia. A informação foi divulgada pelo Serviço Nacional de Inteligência (NIS), no mesmo dia em que o líder norte-coreano chegou a Pequim para participar de um desfile militar, onde deve se reunir com o presidente russo Vladimir Putin .
Durante uma reunião confidencial com parlamentares sul-coreanos, o NIS revelou que aproximadamente mil soldados norte-coreanos já teriam desembarcado em solo russo. Segundo os dados apresentados, Pyongyang já enviou cerca de 15 mil militares à Rússia até o momento.
O número coincide com declarações feitas anteriormente por Serguei Shoigu, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, que em junho mencionou a chegada de 5 mil soldados da construção civil e mil engenheiros militares para atuar na região de Kursk.
Estimativas do Exército sul-coreano indicam que a Coreia do Norte realizou duas grandes mobilizações anteriores: mais de 10 mil combatentes foram enviados em outubro de 2024 e cerca de 3 mil entre janeiro e fevereiro de 2025. A nova mobilização representaria o terceiro grande contingente enviado por Pyongyang.
As baixas também aumentaram significativamente. Enquanto em abril a inteligência sul-coreana estimava cerca de 600 mortos entre os norte-coreanos, o número foi atualizado para aproximadamente 2 mil, dentro de um total de 4.700 perdas registradas.
De acordo com informações da emissora americana CNN, fontes ucranianas sob anonimato afirmaram que a Coreia do Norte estaria planejando enviar entre 25 mil e 30 mil soldados adicionais para reforçar as tropas russas nos próximos meses.