O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un , afirmou em discurso ao Parlamento, no domingo (21), que está disposto a “se sentar novamente à mesa com os EUA” e declarou guardar “boas lembranças” do primeiro mandato de Donald Trump .
Entretanto, Kim ressaltou que, para que um novo encontro entre os países ocorra, é necessário que Washington interrompa a pressão pela desnuclearização da Coreia do Norte.
“Pessoalmente, ainda guardo boas lembranças do presidente americano Trump”, disse o líder norte-coreano. “Se os EUA abandonarem sua obsessão vazia com a desnuclearização e quiserem buscar uma coexistência pacífica com a Coreia do Norte com base no reconhecimento da realidade, não há razão para não nos sentarmos à mesa com eles”, completou.
Por sua vez, Donald Trump tem demonstrado interesse em retomar a aproximação com Kim. O ditador, no entanto, segue ampliando sua produção militar e fortalecendo a parceria com a Rússia.
Na semana passada, Kim chegou a declarar que o status de seu país como potência nuclear é “irreversível” e que não pretende negociar essa questão, mesmo diante da possibilidade de suspensão de sanções. Apesar de não haver expectativa de um novo encontro entre Trump e Kim durante a viagem do republicano à Ásia no próximo mês, analistas lembram que os dois líderes já se reuniram sem aviso prévio em 2019, na vila de Panmunjom, na fronteira entre as duas Coreias.