Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um comentário que chamou a atenção de políticos e analistas brasileiros. Ao se referir ao presidente Lula (PT), Trump afirmou ter tido uma "boa conversa" com o mandatário brasileiro, destacando uma "química" entre os dois durante encontro nos corredores da organização internacional. O comentário foi visto de diferentes formas por opositores do governo Lula.
Trump declarou: "Tivemos uma boa conversa, ele pareceu um bom homem. Na verdade, gostaria de conhecê-lo. Eu só faço negócios com pessoas de quem gosto". Para alguns setores da política brasileira, a fala foi interpretada como uma estratégia diplomática com implicações internas no Brasil.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reagiu rapidamente, sugerindo que o elogio poderia sinalizar uma reabertura de caminho para uma "anistia ampla" no Brasil. Em uma postagem em sua conta no X (antigo Twitter), ele afirmou: "O Brasil precisa dos EUA, reconheça isto ou não. Entende porque confiamos na anistia ampla, geral e irrestrita?".
Paulo Figueiredo, ex-jornalista e comentarista político, interpretou o elogio de Trump sob outra ótica. Para ele, a declaração teria sido uma maneira de colocar Lula em uma posição complicada, pressionando o presidente brasileiro a se reunir com Trump e, posteriormente, a trazer algum tipo de "vitória diplomática" da reunião. Em sua análise, Figueiredo argumentou que, ao fim do dia, Lula poderia sair em uma situação desfavorável, caso não conseguisse apresentar resultados concretos do encontro com o presidente dos EUA.