O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott , anunciou nesta segunda-feira (22) que os Estados Unidos (EUA) restringiram a circulação dos representantes iranianos na Assembleia-Geral da ONU. O Governo Donald Trump determinou que os membros da delegação persa só possam transitar em áreas diretamente ligadas à sede da ONU e, sobretudo, apenas para compromissos oficiais. A informação foi divulgada no perfil do assessor no Twitter/X.
A resolução foi assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio . O texto veda a permanência dos iranianos em outros pontos de Nova York e proíbe a compra de bens de luxo acima de US$ 1 mil, bem como o acesso a clubes de atacado sem aprovação prévia.
EUA: medidas de segurança
Segundo o Departamento de Estado, a medida impede que “as elites clericais façam compras nos Estados Unidos enquanto o povo iraniano enfrenta pobreza e escassez de bens básicos”. Rubio afirmou que a decisão tem base em questões de segurança nacional: “Proteger os norte-americanos é sempre nossa prioridade. Não permitiremos que o regime iraniano use a Assembleia-Geral como desculpa para circular livremente em Nova York e promover sua agenda terrorista”.
Ele acrescentou que a ação reafirma o apoio dos Estados Unidos à população iraniana, atualmente governada por Masoud Pezeshkian. “Queremos que o regime seja responsabilizado”, completou.
Antes dessa decisão, os Estados Unidos já haviam imposto restrições semelhantes ao ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha. O governo Trump limitou sua circulação em Nova York a um pequeno perímetro em torno do hotel e das rotas oficiais até a sede da ONU. Diante das restrições, Padilha desistiu de participar da Assembleia-Geral.