As famílias das 228 pessoas que morreram no voo AF447 ingressaram com recurso junto ao Tribunal de Cassação francês contra a Air France e Airbus, contra a decisão que isentou as empresas de responsabilidade pelo acidente, ocorrido em junho de 2009. Os destroços da aeronave foram encontrados apenas em 2011, a 3.900 metros de profundidade no oceano Atlântico.
Investigações apontaram que a Air France tinha conhecimento do problema com os sensores de velocidade, mas ignorou eles, assim como não forneceu treinamento aos pilotos para lidar com a possível emergência. Já a Airbus foi acusada por não emitir alerta suficientes sobre os riscos dos defeitos técnicos nos sensores do avião, especialmente em condições meteorológicas adversas.
Após 14 anos, a decisão da Justiça francesa foi de que nenhuma das empresas seria processada por homicídio culposo, visto que, segundo o Tribunal Correcional de Paris, não há relação de causa e efeito entre as omissões e o acidente.
Mesmo após serem indenizadas, as famílias agora buscam responsabilização criminal da Air France e Airbus. Conforme o recuso, existiram falhas de manutenção e treinamento que influenciaram sobre o ocorrido.