Após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela , que ocorreu em 3 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump passou a impor um discurso mais agressivo contra 5 países: Cuba, México, Colômbia, Irã e a ilha Groelândia, território da Dinamarca. Tais discursos aumentaram a tensão diplomática no planeta e o mundo teme novos confrontos armados.
O ano de 2026 iniciou com um ataque dos Estados Unidos a Caracas, na Venezuela. A ação resultou na captura e prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro , e da esposa, Cilia Flores. A ofensiva que havia sido justificada inicialmente como combate ao tráfico internacional de drogas, acabou tornando-se uma alavanca comercial para Trump.
Nos dias seguintes ao ataque, o presidente americano já passou a mirar em outros países da América Latina e também voltou a falar sobre anexar o território da Groelândia.
Cuba, que vive impactada pelo embargo econômico dos Estados unidos em vigor desde a década de 1960, voltou a ser um dos pontos abordados por Trump. Nesta ocasião, o líder norte-americano disse que o país deve fazer um acordo com Washington, ou não haverá mais “petróleo e dinheiro”.
Segundo o presidente dos EUA, Cuba viveu por anos com “grandes quantidades” de petróleo e dinheiro venezuelano, em troca de serviços de segurança para os últimos dois presidentes do país, Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Em um comunicado, Trump afirmou que “a Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, as forças armadas mais poderosas do mundo (de longe!), para protegê-la, e nós a protegeremos.”
E concluiu dizendo que “não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba, ZERO!”, orientando o país a fazer um acordo antes que seja tarde demais. Cuba é um dos principais alvos de políticos do movimento Make America Great Again (Maga), Faça a América grande novamente, em tradução livre, com destaque para o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio , que é de ascendência cubana e um grande crítico das políticas da ilha socialista.
Trump também fez ameaças contra o México e disse que realizará ataques terrestres contra cartéis de drogas no país vizinho. Donald Trump Na última segunda (12), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que teve uma conversa, via telefone, com o Trump, e classificou o diálogo como “muito produtivo”.
A Colômbia tornou-se o alvo principal de Donald Trump após o ataque em Caracas. Logo no dia seguinte, em 4 de janeiro, durante entrevista a bordo do avião presidencial Air Force One, o republicano disse que a Colômbia está “muito doente”, além de afirmar que é o país é dirigido por um homem que “gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”.
Sobre Groelândia, nas últimas duas semanas, Trump reforçou diversas vezes que os Estados Unidos “precisam” anexar a Groelândia “quer eles gostem ou não”. O republicano chegou a falar que pode “comprar” a ilha, pagando um valor em dólares para cada um dos 56,9 mil habitantes, mas que não descarta o uso de forças militares.
Outro ponto de tensão que aumentou nos últimos dias foi no Irã. O país persa enfrenta uma onda de protestos contra o governo, em um momento de fragilidade econômica, com a inflação desenfreada. De acordo com organizações de direitos humanos, mais de 500 pessoas morreram e cerca de 10 mil foram presas desde o início.