O regime islâmico do Irã fechou, nesta quarta-feira (14), o espaço aéreo do país. A decisão ocorreu em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos e às ameaças de uma possível ação militar norte-americana contra o regime islâmico. A medida foi anunciada por meio de um aviso aeronáutico internacional (NOTAM), de acordo com informações da agência Reuters . A divulgação do alerta causou o esvaziamento imediato do tráfego aéreo sobre o Irã.

Segundo a Reuters, autoridades militares ocidentais avaliam que “todos os sinais indicam que um ataque dos EUA é iminente” contra o Irã. O fechamento do espaço aéreo ocorreu horas após Teerã alertar países vizinhos de que bases americanas na região poderiam ser atingidas em caso de uma ofensiva dos Estados Unidos contra o país.

Na tarde de quarta-feira, emissoras internacionais noticiaram que Washington iniciou a retirada preventiva de parte de seu pessoal militar da base aérea de Al-Udeid, no Catar, e classificou a medida como “preventiva” diante do agravamento do cenário regional. O Reino Unido também confirmou a retirada de alguns de seus militares da mesma base.

Foto: Reprodução
Bandeira Iraniana

Ainda na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou, em entrevista na Casa Branca, que recebeu informações de que o regime iraniano “não tem planos para execuções” de manifestantes detidos, mas disse que os Estados Unidos vão “observar e ver” antes de retirar a opção militar contra o país da mesa. O presidente já havia advertido que adotaria uma “ação muito forte” caso o Irã avançasse com execuções.

Outros países também tomaram medidas de segurança. A Alemanha orientou companhias aéreas do país a evitarem o espaço aéreo iraniano devido ao risco de escalada do conflito. Espanha e Itália recomendaram que seus cidadãos deixem o Irã. O Reino Unido anunciou o fechamento temporário de sua embaixada em Teerã e a retirada de todo o pessoal diplomático.

Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro, impulsionados pela crise econômica e pelo colapso da moeda local, e evoluíram para manifestações contra o regime islâmico. Segundo a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais de 2 mil manifestantes já foram mortos durante a repressão do regime.

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