O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , anunciou nesta quinta-feira (22) a criação do chamado Conselho da Paz, um novo órgão internacional que, inicialmente, teria como foco a reconstrução da Faixa de Gaza, mas que acabou sendo ampliado para a mediação de conflitos ao redor do mundo. A iniciativa foi apresentada durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Ao abrir sua fala, Trump afirmou que “quando os Estados Unidos vão bem, o mundo também vai bem” e confirmou a formalização da carta constitutiva do conselho, do qual será o principal líder. Ele também anunciou que a primeira reunião do grupo ocorreria ainda nesta quinta-feira. A cerimônia de assinatura reuniu grande público e chamou atenção da imprensa internacional.
Segundo Trump, diversos países aceitaram integrar o conselho, incluindo aliados históricos e nações com posições divergentes no cenário geopolítico. O presidente mencionou a participação de “líderes muito populares e outros nem tanto”, em uma possível referência ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que ainda não confirmou oficialmente sua adesão ao grupo.
Embora muitos detalhes sobre o funcionamento do Conselho da Paz ainda não tenham sido divulgados, Trump afirmou que o órgão poderá atuar em cooperação com instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), apesar de ter declarado recentemente que o conselho poderia, no futuro, substituir o papel da entidade internacional.
Entre os países que já manifestaram interesse em participar e estiveram presentes no evento estão Mongólia, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Argentina, Hungria, Indonésia e Marrocos, além de outras nações da Ásia, Europa e Oriente Médio. Israel também aceitou o convite, embora haja resistência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu à presença de representantes da Turquia e do Catar no conselho.
Outros países, como França, optaram por não aderir à iniciativa. Já Reino Unido e Brasil ainda analisam a possibilidade de integrar o novo órgão internacional proposto pelo presidente norte-americano.