Os Estados Unidos oficializaram a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS). A decisão foi anunciada nessa quinta-feira (22) por meio de um comunicado divulgado no site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS).
Mesmo antes da formalização do desligamento, o governo do presidente Donald Trump já havia suspendido o repasse de recursos e o apoio institucional à entidade, encerrando uma relação que existia desde a fundação da OMS, em 1948.
No comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., informaram que todos os financiamentos e equipes dos Estados Unidos vinculados a iniciativas da OMS foram descontinuados. Logo após a publicação da nota, a organização retirou a bandeira norte-americana de sua sede, gesto que foi citado pelas autoridades dos EUA, que defendem a recolocação do símbolo.
Entre as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano estão críticas à atuação da OMS durante a pandemia de Covid-19. Segundo Washington, a entidade teria falhado na gestão de emergências sanitárias globais e não demonstrado independência política suficiente em suas decisões.
Apesar da saída, o Governo dos Estados Unidos afirmou que continuará atuando em ações de saúde internacional por meio de acordos diretos com outros países e de organismos nacionais, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), sem a intermediação da OMS.