Desde que reassumiu a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, Donald Trump tem adotado uma política externa marcada pelo uso direto da força militar e por declarações agressivas contra governos estrangeiros. Bombardeios pontuais já atingiram países do Oriente Médio, da África e da Ásia, mas a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, elevou o tom das especulações sobre os próximos passos de Washington.

Além da ação em Caracas, integrantes do governo americano passaram a mencionar publicamente outros países como possíveis alvos de pressão ou intervenção. O México entrou no centro do debate após a imposição de tarifas e a classificação de cartéis como organizações terroristas, medida que abre caminho jurídico para operações transfronteiriças. Trump voltou a afirmar que o tráfico de drogas exige uma resposta mais dura, inclusive fora do território americano.

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

No campo geopolítico, a Groenlândia voltou a ser tratada pela Casa Branca como peça estratégica para a segurança dos Estados Unidos e da Otan. Autoridades do governo defendem abertamente a anexação do território atualmente ligado à Dinamarca, alegando a presença crescente de interesses russos e chineses no Ártico. A retórica gerou reações negativas de autoridades locais e europeias.

Na América Latina e no Oriente Médio, o discurso também se intensificou. A Colômbia passou a ser alvo de ameaças diretas relacionadas ao combate ao narcotráfico, enquanto o Irã voltou ao radar após denúncias de repressão interna. Cuba, embora descrita por Trump como um regime em declínio, segue sendo observada com desconfiança por Washington. O conjunto dessas declarações reforça a percepção de que os Estados Unidos caminham para uma fase de maior confrontação externa sob a atual gestão.