A Corte de Apelação de Roma rejeitou, nesta terça-feira (10), o pedido para substituir os magistrados responsáveis por analisar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli . Com a decisão, o caso segue para julgamento, previsto para ocorrer nesta quarta-feira (11). A defesa informou que pretende contestar a negativa no Tribunal de Cassação.

Inicialmente, a análise da extradição estava marcada para o dia 20 de janeiro, mas acabou sendo interrompida para que a Corte avaliasse um pedido de suspeição apresentado pela defesa. O requerimento foi feito de forma oral e posteriormente registrado com o auxílio de um tradutor. Na ocasião, Zambelli afirmou respeitar os juízes italianos, mas disse temer não receber um julgamento imparcial diante do contexto de sua situação no Brasil.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Carla Zambelli

O advogado Fábio Pagnozzi argumentou que haveria motivo para a suspeição ao afirmar que o tribunal teria tentado encerrar o processo com uma decisão já previamente formada, além de restringir o direito da defesa de apresentar testemunhas e provas consideradas essenciais.

Outro integrante da equipe jurídica também levantou questionamentos sobre a atuação do representante da Advocacia-Geral da União (AGU) no caso, Alessandro Gentiloni, por ser parente do ex-primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni, conhecido por declarações favoráveis ao presidente Lula (PT).