O Departamento de Estado dos EUA ampliou a pressão contra Manágua ao anunciar, nesta quinta-feira (26), novas sanções contra cinco altos funcionários do regime da Nicarágua, comandado pelo ditador Daniel Ortega . Segundo o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump , os alvos das restrições estão envolvidos na repressão interna e em ações que “incitam a instabilidade regional”, pois lideram órgãos estatais responsáveis por monitoramento, controle de telecomunicações e estruturas de segurança usadas para vigiar e silenciar críticos do governo.

Entre os sancionados estão: a ministra do Trabalho, Johana Flores; o diretor da Unidade de Análise Financeira, Denis Membreno; seu subdiretor, Aldo Sáenz; a subdiretora do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios, Celia Reyes; e o chefe da Direção de Inteligência Militar, Leonel Gutiérrez.

Foto: Divulgação
Daniel Ortega

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Thomas “Tommy” Pigott, assinou nota em que declarou que Washington tomou a decisão como parte de um esforço para responsabilizar o ditador Daniel Ortega, a esposa dele, Rosario Murillo, e outras pessoas que fazem parte do regime.

No comunicado, o governo americano acusa o ditador e demais membros do governo de atuarem na repressão a protestos, na prisão de opositores políticos e na perseguição de setores da sociedade civil, sendo a Igreja Católica e a imprensa independente um dos alvos. O documento também consta um pedido de Washington pela “libertação imediata e incondicional” dos presos políticos no país. A embaixada americana em Manágua divulgou que mais de 60 pessoas continuam “injustamente detidas ou desaparecidas”.

A decisão de aplicar novas sanções sobre funcionários do alto escalão do regime da Nicarágua acontece dias depois de os Estados Unidos imporem restrições de visto ao diretor da prisão La Modelo, Roberto Clemente Guevara Gómez. Ele é acusado de participar de abusos contra detentos.

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