O governo cubano anunciou que suspenderá o fornecimento de querosene de aviação (JetFuel) a todos os aeroportos do país a partir da terça-feira, 10 de fevereiro, em meio à grave crise energética que afeta a ilha, segundo relatou a agência France-Presse.

“A aviação civil cubana notificou todas as companhias aéreas de que não haverá mais abastecimento de JetFuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, às 00h00, horário local”, disse um funcionário de uma companhia aérea europeia, que falou sob condição de anonimato.

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Bandeira de Cuba

A medida foi formalizada em uma notificação NOTAM codificada, que indica que o combustível de aviação A1 não estará disponível nos aeroportos internacionais do país por um período de um mês, de 10 de fevereiro a 11 de março de 2026.

A falta de JetFuel deverá afetar diretamente as operações de voos internacionais: companhias aéreas terão de considerar alternativas, como paradas técnicas para reabastecimento em outros países, alterações de rotas ou até cancelamentos de voos, pelo menos no curto prazo, uma vez que aviões não poderão reabastecer no solo cubano.

Impactos no turismo e na economia

A decisão agrava ainda mais a já frágil situação do setor de turismo cubano, que vinha enfrentando dificuldades desde a pandemia de Covid-19 devido à queda de visitantes e à combinação de fatores econômicos internos e pressões externas.

A crise de combustível decorre, em grande parte, da pressão dos Estados Unidos sobre o fornecimento de petróleo à ilha, incluindo sanções e ameaças de tarifação a países que continuassem a exportar petróleo para Cuba. Essa pressão intensificou-se após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA no início de janeiro, cortando uma fonte importante de petróleo para o país caribenho.

Sem anúncio no momento

No fim de semana anterior ao anúncio, fontes revelaram que o regime já havia começado a fechar hotéis e transferir turistas para outras instalações como parte de um pacote de medidas de contenção diante do cerco energético.

Especialistas afirmam que a falta de combustível de aviação pode reduzir significativamente a conectividade internacional de Cuba, afetando tanto o número de voos quanto a oferta de destinos diretos, o que tende a reforçar o impacto negativo sobre o turismo e a economia da ilha.

A situação coloca desafios imediatos para companhias aéreas e operadores turísticos, e projeta um período de incerteza para o setor aéreo e de hospitalidade em Cuba nos próximos meses.