Os Estados Unidos informaram neste sábado (21) que a capacidade do Irã de comprometer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz foi significativamente reduzida após ataques realizados pelas forças americanas ao longo da semana. As ações tiveram como alvo um complexo subterrâneo na costa iraniana, utilizado para fins militares.

Desde o início do conflito, há cerca de três semanas, ações da Guarda Revolucionária iraniana para restringir a passagem de embarcações ligadas a interesses dos EUA e de Israel contribuíram para a queda no fluxo de navios na região. Esse cenário pressionou o mercado internacional e elevou o preço do barril do petróleo Brent para patamares acima de US$ 105.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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De acordo com o almirante Brad Cooper, do Comando Central dos Estados Unidos, a estrutura atingida funcionava como depósito de mísseis de cruzeiro antinavio e outros equipamentos estratégicos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele explicou que o local era usado de forma discreta para armazenar armamentos capazes de ameaçar a navegação internacional.

Ainda segundo o militar, o ataque empregou bombas de grande potência, com cerca de 5.000 libras (aproximadamente 2.300 kg), identificadas como do modelo GBU-72, projetadas para penetrar estruturas fortificadas. Além do bunker, também foram atingidas instalações de apoio, como sistemas de inteligência e radares utilizados para monitorar o tráfego marítimo.

Cooper afirmou que a operação resultou na neutralização de pontos estratégicos e reduziu a capacidade iraniana de vigilância e ataque na região, impactando diretamente sua atuação no Estreito de Ormuz e áreas próximas.

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