O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , sinalizou nesse domingo (29) que permitirá a chegada de um navio petroleiro da Rússia a Cuba, recuando parcialmente de sua postura anterior de pressionar países a não fornecerem petróleo à ilha caribenha.

A mudança ocorre após o avanço do petroleiro Anatoly Kolodkin, que transporta cerca de 730 mil barris de petróleo bruto e tem previsão de atracar no porto de Matanzas nos próximos dias. A embarcação se aproxima do território cubano em meio à grave crise energética enfrentada pelo país.

Foto: Reprodução/Instagram
Donald Trump

Durante entrevista a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump confirmou que o navio está a caminho e indicou que não pretende impedir o fornecimento. “Não nos importamos que alguém descarregue um navio [em Cuba], porque eles precisam sobreviver”, afirmou.

O presidente acrescentou que qualquer país poderá enviar petróleo à ilha neste momento, destacando razões humanitárias. Segundo ele, a população cubana precisa de energia para necessidades básicas, como aquecimento e refrigeração.

A decisão representa uma flexibilização após medidas adotadas no início do ano, quando Trump ameaçou impor tarifas a países que exportassem petróleo para Cuba. À época, o governo americano justificou a política alegando que o país caribenho abrigava interesses considerados adversários à segurança nacional dos EUA.

O endurecimento das sanções provocou efeitos diretos no abastecimento da ilha. Países como o México interromperam envios de petróleo, enquanto o bloqueio ao fornecimento venezuelano agravou ainda mais a escassez de combustível. Como consequência, Cuba passou a enfrentar apagões frequentes e colapso em serviços essenciais.

Sem anúncio no momento

A chegada do petróleo russo é vista como um alívio temporário para a crise energética, que já dura meses e tem impactado diretamente a vida da população cubana.