O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth , afirmou nesta quarta-feira (4) que o país está preparado para manter o conflito contra o Irã por “tempo indeterminado” e que não haverá trégua nas operações militares em curso. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Washington.

Segundo Hegseth, a campanha militar está sendo intensificada com o envio de mais bombardeiros e caças à região. Ele declarou que os Estados Unidos e Israel devem alcançar o controle total do espaço aéreo iraniano nos próximos dois dias.

Foto: Reprodução/Grok-xAI
Bandeira dos Estados Unidos

“Espaço aéreo incontestado significa que voaremos dia e noite, localizando e destruindo mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas”, afirmou. O secretário acrescentou que o país passará a empregar bombas de gravidade de precisão guiadas por GPS e laser, de 500, 1.000 e 2.000 libras, destacando que Washington possui estoques “praticamente ilimitados” desse tipo de armamento.

Hegseth também afirmou que os Estados Unidos estão “vencendo decisivamente” o conflito e que a superioridade aérea já alcançada permite reduzir o uso de armas de longa distância, substituindo-as por bombas guiadas, consideradas mais baratas e eficazes no atual estágio da ofensiva.

Momentos antes da coletiva, a Turquia informou que a Otan interceptou um míssil balístico disparado do Irã, cujos destroços teriam caído em território turco.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, também participou da entrevista e apresentou dados sobre a ofensiva, batizada de operação Fúria Épica. Segundo ele, os ataques com mísseis balísticos iranianos diminuíram 86% em comparação com o primeiro dia de combates, com queda de 23% apenas nas últimas 24 horas. Já os ataques unilaterais com drones teriam recuado 73%.

Sem anúncio no momento

De acordo com o general, a redução na capacidade ofensiva iraniana permite acelerar o ritmo dos bombardeios. Sem dar detalhes operacionais, Caine afirmou ainda que a estrutura de comando e controle militar do Irã está “em péssimo estado”.

As declarações ocorrem no contexto do governo do presidente Donald Trump, que, segundo Hegseth, mantém a estratégia de pressionar Teerã e “ditar o ritmo” da guerra.