O Governo Donald Trump apresentou ao Brasil, em fevereiro, uma proposta de acordo voltada à cooperação no setor de minerais críticos, considerados estratégicos para a economia global.

De acordo com informações obtidas pela CNN , o plano tem como principal objetivo reorganizar as cadeias produtivas desses recursos, atualmente concentradas, em grande parte, na China. Esses minerais são essenciais para a produção de tecnologias como smartphones, baterias e sistemas de defesa.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Trump e Lula

Cooperação e investimentos

A proposta prevê um compromisso entre Brasil e Estados Unidos para ampliar a cooperação no fornecimento desses insumos, sem caráter de exclusividade. O acordo envolveria tanto governos quanto o setor privado, com previsão de investimentos em despesas de capital e operacionais.

Entre as medidas discutidas estão a concessão de empréstimos, garantias financeiras, participação acionária e facilitação regulatória para viabilizar projetos conjuntos.

Além disso, o plano inclui ações de cooperação em mapeamento geológico, incentivo a tecnologias de reciclagem de minerais e articulação com parceiros internacionais para fortalecer as cadeias globais de suprimento.

Modelo semelhante ao da Austrália

A iniciativa segue um modelo semelhante ao acordo firmado entre os Estados Unidos e a Austrália, no qual ambos os países se comprometeram a investir ao menos US$ 1 bilhão cada.

Sem anúncio no momento

No caso brasileiro, no entanto, não há definição de valores. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a ausência de cifras pode indicar uma disposição menor dos norte-americanos em assumir compromissos financeiros mais robustos, ao mesmo tempo em que buscam garantir acesso aos recursos estratégicos.

Potencial brasileiro

O Brasil possui atualmente a segunda maior reserva mundial de terras raras conhecidas, o que o coloca em posição estratégica nas disputas globais por minerais críticos.

A eventual parceria com os Estados Unidos pode ampliar o papel do país nesse mercado, em um cenário de crescente competição internacional por recursos considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico.