O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou nesta segunda-feira (6) que seu governo abriu investigação para identificar o responsável pelo vazamento de informações sobre a operação de resgate de dois pilotos americanos abatidos em território iraniano.

O caso teve início após a Guarda Revolucionária Islâmica anunciar, na última sexta-feira (3), a derrubada de um caça F-35 dos Estados Unidos na região da província de Isfahan, no Irã. Os dois pilotos conseguiram se ejetar antes da aeronave ser atingida. Um deles foi resgatado rapidamente, enquanto o segundo precisou se esconder em uma área montanhosa, sendo localizado apenas no domingo (5).

Foto: ONU/Loey Felipe
Donald Trump

Durante coletiva na Casa Branca, Trump criticou o vazamento das informações, afirmando que a divulgação colocou em risco a vida do piloto que ainda estava em solo iraniano. “Há coisas que não devem ser feitas, porque quando divulgaram a informação, todos no Irã sabiam que havia alguém lá embaixo”, disse. Segundo ele, o governo iraniano teria oferecido recompensa para quem capturasse o militar.

O presidente também afirmou que a administração norte-americana não pretendia tornar pública a situação enquanto a operação estivesse em andamento. “Temos que encontrar quem vazou a informação, porque é uma pessoa doente. Será preso”, declarou.

Trump destacou ainda a dimensão da operação de resgate, que mobilizou cerca de 200 militares e 155 aeronaves. Segundo ele, a missão envolveu riscos elevados, mas foi conduzida com o objetivo de garantir o retorno dos dois pilotos. “Dei ordens para fazer o que fosse necessário. Foi uma decisão difícil, mas não deixamos nenhum americano para trás”, afirmou.

Em meio à escalada de tensão, o presidente voltou a fazer ameaças ao Irã, mencionando a possibilidade de ataques a infraestruturas estratégicas caso o país não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a noite de terça-feira (7). “O país inteiro poderia ser derrubado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse.

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