O Departamento de Estado dos EUA anunciou nessa quinta-feira (28) que vai classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Mas, antes dos Estados Unidos, dois países sul-americanos já adotaram a medida.
Em 31 de outubro de 2025, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, de direita, assinou decreto que classificou as duas facções como organizações terroristas no país. No texto foi descrito que o PCC e o CV atuam com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro no território nacional, e por isso representam ameaça à segurança e soberania do país.
Com a medida, o Paraguai pôde adotar medidas de caráter militar para combatê-las, além de aplicar penas mais severas aos criminosos que fazem parte das facções. Na fronteira com o Brasil, isso resultou em um reforço nas checagens de documentos e no aumento do Exército e da polícia.
Nesse mesmo dia, o governo de Javier Milei, também de direita, incluiu o PCC e CV no Registro Público de Pessoas e Entidades vinculadas a Atos de Terrorismo (REPET), do Ministério da Justiça. Dessa forma, as duas receberam a classificação de organizações narcoterroristas, o que também resultou em reforço militar com foco na Tríplice Fronteira, entre Argentina, Brasil e Paraguai.
A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, também determinou inspeções rigorosas a brasileiros que entrassem no país. Essas medidas adotadas pelo presidente Santiago Peña e pelo governo ilei aconteceram após a Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do país, com 121 mortos.