Os Emirados Árabes Unidos acusaram, nesta segunda-feira (4), o Irã de realizar um ataque contra um petroleiro ligado à Abu Dhabi National Oil Company no Estreito de Ormuz . Segundo o governo emiradense, a embarcação foi alvo de dois drones enquanto navegava pela região.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou a ação como um ato de terrorismo e acusou a Guarda Revolucionária Islâmica de utilizar a rota marítima como instrumento de pressão econômica. Para o governo, ataques a navios comerciais representam uma violação grave das normas internacionais que garantem a livre navegação.
As autoridades afirmam que o episódio contraria diretrizes do Conselho de Segurança da ONU, que proíbem agressões a embarcações civis e interferências em rotas marítimas globais. Apesar da denúncia, não foram divulgados detalhes sobre o ponto exato do impacto no petroleiro.
Mais cedo, a UK Maritime Trade Operations já havia alertado para outro incidente na mesma região. Segundo o órgão, um projétil não identificado atingiu uma embarcação no domingo (3), a cerca de 144 quilômetros ao norte de Fujairah. Um navio iraniano foi avistado nas proximidades.
No mesmo dia, a Guarda Revolucionária iraniana divulgou um novo mapa indicando áreas que considera sob sua influência no Estreito de Ormuz. A representação inclui trechos estratégicos da passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, essencial para o transporte global de petróleo e gás.
A nova tensão ocorre após cerca de três semanas de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Mesmo com a trégua, os dois países mantêm restrições parciais no estreito, enquanto seguem negociações em busca de um acordo mais amplo para encerrar o conflito.