O presidente Donald Trump assinou pessoalmente, na quarta-feira, o memorando de entendimento (MOU) firmado entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito entre os dois países. A confirmação foi feita por um funcionário da Casa Branca. O documento foi assinado durante um jantar com o presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes, e uma fotografia do acordo foi encaminhada ao governo iraniano e aos países que participaram da mediação das negociações.
Ao deixar o jantar, Trump foi questionado por jornalistas franceses sobre a formalização do entendimento. Em resposta, o presidente norte-americano confirmou que o documento já havia sido assinado durante o encontro realizado em Versalhes. “Está assinado. Nós o assinamos em Versalhes. Acabamos de assiná-lo.”
Com a entrada em vigor do acordo antes da data inicialmente prevista para sua formalização pública, a cerimônia principal que seria realizada em Genebra acabou sendo cancelada. A informação foi divulgada pela agência Reuters, que também informou que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinou o memorando em nome do Irã, concluindo o processo de adesão ao entendimento entre os dois países.
Apesar do cancelamento da cerimônia oficial, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que os planos de deslocamento das equipes de negociação para Genebra permaneceram inalterados. Segundo ele, a programação relacionada às delegações continuou sendo mantida mesmo após a assinatura do documento pelas partes envolvidas.
De acordo com a Iran International, uma fonte próxima à equipe de negociação, citada pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), afirmou que Teerã exigiu a elaboração de uma versão oficial do memorando em língua persa. Ainda segundo a fonte, o texto traduzido foi reconhecido como documento oficial e passou a ter a mesma validade do acordo original, devendo ser assinado formalmente pelos representantes dos dois países.