Os eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para decidir quem comandará o país pelos próximos cinco anos. A disputa do segundo turno coloca frente a frente a conservadora Keiko Fujimori , do partido Força Popular, e o esquerdista Roberto Sánchez , em uma eleição considerada uma das mais polarizadas da história recente peruana. Pesquisas divulgadas antes da votação apontavam um cenário de equilíbrio entre os candidatos, indicando uma definição apertada nas urnas.

O pleito ocorre em meio a um longo período de instabilidade política. Desde 2016, o Peru passou por sucessivas crises institucionais, com presidentes destituídos, renúncias e mudanças frequentes de governo. Em cerca de uma década, o país teve oito presidentes diferentes, situação que contribuiu para o aumento da desconfiança da população em relação às instituições políticas.

Foto: Reprodução/Redes sociais
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez

Keiko Fujimori disputa a Presidência pela quarta vez. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori , ela tem concentrado sua campanha na defesa da economia de mercado, no fortalecimento da segurança pública e na promessa de restaurar a estabilidade política. A candidata também busca apoio de setores empresariais e conservadores, apresentando-se como alternativa para conter o avanço de propostas de esquerda no país.

Já Roberto Sánchez se apresenta como representante da mudança. O candidato defende maior presença do Estado na economia, ampliação de investimentos sociais e reformas estruturais, incluindo mudanças constitucionais. Sua campanha ganhou força principalmente em regiões rurais e entre eleitores insatisfeitos com o atual modelo econômico, que, segundo seus apoiadores, não distribuiu de forma equilibrada os benefícios do crescimento do país.

A campanha eleitoral foi marcada por intensos confrontos ideológicos e troca de críticas entre os dois grupos políticos. Enquanto aliados de Fujimori alertam para possíveis impactos econômicos de uma vitória da esquerda, apoiadores de Sánchez afirmam que o retorno do fujimorismo ao poder representa a retomada de um projeto político ligado ao controverso legado do ex-presidente Alberto Fujimori.

Independentemente do vencedor, o próximo presidente encontrará um país dividido politicamente e terá como principais desafios recuperar a confiança da população nas instituições, enfrentar o avanço da criminalidade, impulsionar a economia e garantir maior estabilidade governamental. A expectativa é de que a diferença entre os candidatos seja pequena, refletindo a profunda divisão do eleitorado peruano.

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