A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa, nesta quarta-feira (01º), um novo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli apresentado pelo governo brasileiro. O julgamento trata da condenação da parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionada ao episódio em que ela, armada, perseguiu um homem pelas ruas durante o período das eleições de 2022.
Antes de chegar à instância máxima da Justiça italiana, o caso foi analisado pela Corte de Apelação de Roma , que se posicionou favoravelmente à extradição. A defesa de Zambelli, no entanto, recorreu da decisão. Se a Corte Suprema confirmar esse entendimento, a palavra final será do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
Em maio, a mesma Corte Suprema negou um pedido de extradição referente à condenação da ex-deputada a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ação, a Justiça brasileira concluiu que Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto inseriram 16 documentos falsos no sistema do CNJ, entre eles um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao justificar aquela decisão, a Corte italiana afirmou que Moraes atuou como "vítima e juiz" no processo que resultou na condenação da ex-parlamentar. O ministro foi o relator da ação no STF.
Carla Zambelli deixou o Brasil em 25 de maio do ano passado, cruzando a fronteira com a Argentina por via terrestre. Em seguida, viajou para os Estados Unidos e posteriormente para a Itália, onde foi presa em 29 de julho. Após a Justiça italiana rejeitar o primeiro pedido de extradição, ela foi colocada em liberdade.
A extradição é um procedimento jurídico por meio do qual um país solicita a outro a entrega de uma pessoa suspeita ou condenada por um crime, para que ela responda ao processo ou cumpra a pena no Estado requerente.