O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , acusou a China de obter ilegalmente informações de eleitores norte-americanos para interferir na eleição presidencial de 2020. A declaração foi feita durante pronunciamento realizado na noite dessa quinta-feira (16), quando o republicano afirmou que o governo chinês teria hackeado e adquirido dados de dezenas de milhões de cidadãos distribuídos em 18 estados.
Segundo Trump, a Casa Branca divulgará relatórios sigilosos da inteligência norte-americana para comprovar a suposta invasão estrangeira aos sistemas de informações eleitorais.
Investigação
Durante o pronunciamento, o presidente anunciou que determinou ao FBI e ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação para identificar e responsabilizar os envolvidos no suposto esquema.
Trump também afirmou que as autoridades federais já tinham conhecimento dos fatos, mas alegou que as investigações teriam sido interrompidas e arquivadas durante a gestão do ex-presidente Joe Biden.
Como exemplo das vulnerabilidades do sistema, o presidente citou um caso envolvendo um grupo de registro de eleitores na cidade de Muskegon, no estado de Michigan, que, segundo ele, evidenciaria falhas na segurança eleitoral do país.
Pressão por reforma eleitoral
O discurso também ocorre em meio aos esforços da Casa Branca para aprovar uma reforma nas regras eleitorais antes das eleições legislativas marcadas para 3 de novembro.
O projeto, denominado "Salve a América", prevê mudanças nas exigências para participação nas eleições federais. Entre elas, está a obrigatoriedade de apresentação de comprovante de cidadania norte-americana e de um documento oficial de identidade com fotografia no momento da votação.
Parlamentares do Partido Democrata criticam a proposta e afirmam que as novas regras poderão dificultar o acesso ao voto por parte de minorias e da população de baixa renda.
Em resposta às críticas, Trump declarou que as mudanças têm como objetivo corrigir falhas no sistema eleitoral e reforçar a segurança das eleições.
Segundo o presidente norte-americano, a denúncia contra a China busca impedir que hackers estrangeiros explorem vulnerabilidades do sistema e fortalecer a soberania do país, sem comprometer a credibilidade da democracia dos Estados Unidos.