Um terremoto de magnitude 7,8 provocou a morte de pelo menos 37 pessoas nas Filipinas, de acordo com informações divulgadas pela agência CBC. Nesta terça-feira (09), equipes de resgate seguem atuando na busca por vítimas em construções destruídas nas proximidades da ilha de Mindanao, no sul do país. Os primeiros tremores foram registrados na segunda-feira (08). Até o momento, mais de 500 pessoas ficaram feridas e cerca de 32 mil estão fora de casa.
Com medo de novos abalos e diante do risco de tsunami, muitos moradores decidiram deixar suas residências. Eles foram encaminhados para abrigos temporários instalados pelas autoridades em centros de emergência. O fenômeno é considerado um dos mais intensos a atingir o arquipélago nas últimas décadas. Após o terremoto, também foram registradas ondas de até 1,4 metro acima do nível normal da maré.
A maior parte das mortes ocorreu em razão do desmoronamento de edificações e de deslizamentos de terra. Entre as regiões mais afetadas está a cidade de General Santos, um dos principais polos portuários do país e referência na atividade pesqueira. No município, 13 pessoas perderam a vida após o colapso de estruturas e a queda de destroços.
Levantamentos iniciais indicam que aproximadamente 2,5 mil casas sofreram danos, além de mais de 100 prédios públicos atingidos. O aeroporto internacional de General Santos continua fechado, resultando no cancelamento de dezenas de voos.
Especialistas apontam que este é o terremoto mais forte registrado nas Filipinas desde 1976. Naquele ano, um tremor de magnitude 8,1 desencadeou um tsunami que causou a morte de cerca de 8 mil pessoas. Diante da tragédia, o presidente Ferdinand Marcos Jr. mobilizou representantes do governo federal para coordenar as ações de busca, salvamento e apoio aos afetados. Países como Estados Unidos, França, Japão e Nova Zelândia também colocaram ajuda à disposição das autoridades filipinas.
Leandro Soares
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