As investigações em torno do homicídio de Antônio de Pádua Cunha Santos ganharam novos desdobramentos na última semana. Os levantamentos feitos pela Polícia Civil do Maranhão apontam como mandantes do crime o vereador de Timon, Luís Carlos da Silva Sá , o Kaká do Frigo Sá (AGIR), o irmão dele, Gildásio da Silva Sá, e o sobrinho do parlamentar, Gilfran Sá da Silva. A autoridade policial aponta que, juntos, os três integram uma rede criminosa com grande influência nos estados do Maranhão, Pará e Piauí, e conhecida pela extrema violência.

Por conta disso, a família é temida por comunidades locais desses três estados e por outros grupos envolvidos em práticas criminosas. A Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que assumiu as rédeas da investigação sobre o caso, também identificou os três executores do assassinato ordenado pelo vereador, cada um com uma função específica na empreitada. São eles: Francisco Pereira da Silva, o Francinaldo, pistoleiro; o fazendeiro Carlos Roberto Pereira, o Carlos Cigano, que contribuiu com abrigo e logística; e Agenor Vieira Gomes Filho, o Agenorzinho.

Foto: Reprodução/ Instagram
Vereador Kaká do Frigo Sá

Em diligências, a autoridade policial colheu provas de que os mandantes pagaram R$ 100.000,00 (cem mil reais) aos executores para matar Antônio de Pádua. A vítima foi morta a tiros no dia 15 de janeiro de 2023, no povoado São Severino, zona rural de Matões, no Maranhão. Toda a articulação sobre o assassinato foi feita em uma fazenda onde Agenor Vieira trabalhava como segurança. No local, foi encontrada uma anotação com a inscrição “Francinaldo pistoleiro”, indicando o vínculo do grupo com a execução.

Além da contratação de pistoleiros, houve movimentação interestadual e uso de fazendas para reuniões entre os envolvidos, com o objetivo de ocultar veículos, guardar armamentos e lavar a caminhonete utilizada na execução.

Operação Rédea Curta

De posse dessas informações, a corporação deflagrou, no dia 13 de agosto, a primeira fase da Operação Rédea Curta, culminando com cinco prisões, três armas de fogo (duas pistolas e um revólver), além do carro usado no crime. Entre os presos está Carlos Cigano, executor do assassinato, que já foi condenado a mais de 70 anos de prisão por uma chacina no estado de Tocantins.

No dia 15 de agosto, foi deflagrada a segunda fase da operação policial, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades de Dom Eliseu e Ulianópolis, no Pará. Ao todo, foram apreendidas 12 armas de fogo, centenas de munições e acessórios. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de armamento.

Sem anúncio no momento

O inquérito que apura o caso está em fase final de instrução e continua sendo substanciado pelos exames periciais nos materiais apreendidos, incluindo dispositivos eletrônicos dos investigados. A SHPP comunicou que o procedimento deve ser concluído até a próxima semana, com o indiciamento dos envolvidos e detalhes das provas colhidas.

Enquanto isso, o vereador Kaká do Frigo Sá continua foragido.