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Reino Unido barra voos do Brasil para conter nova variante do coronavírus

Ministério dos Transportes anunciou medida que passa a valer em 15 de janeiro. Além do Brasil, os voos de outros 15 países também foram barrados.
Por Estadão Conteúdo

O governo do Reino Unido decidiu proibir a chegada de viajantes provenientes de Brasil, Portugal, Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela. A medida foi anunciada pelo ministério dos Transportes nesta quinta-feira, 14, e passa a valer a partir de sexta, 15.

A medida era esperada. Na quarta, o premiê britânico, Boris Johnson, disse que imeplementaria "medidas extras para garantir que as pessoas que vêm do Brasil sejam verificadas" ou e até impediria pessoas que viessem do Brasil.

O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, escreveu no Twitter que a decisão de barrar voos de Portugal tem a ver com "os fortes laços de viagem com o Brasil". "É uma outra forma de reduzir o risco de infecções importadas. No entanto, existe uma isenção para os transportadores que viajam a partir de Portugal (apenas), para permitir o transporte de mercadorias essenciais", ressaltou.

A medida não se aplica a cidadãos britânicos, irlandeses nem moradores que tenham direito de residência no Reino Unido. "Mas os passageiros que retornam desses destinos devem se isolar por dez dias junto com suas famílias", destacou Shapps.

O Ministério da Saúde do Japão disse no domingo, 10, que detectou uma nova cepa de covid-19 em quatro viajantes do Estado do Amazonas, no Brasil, que apresentava 12 mutações, incluindo uma também encontrada em variantes altamente infectantes descobertas na Grã-Bretanha e na África do Sul.

Patrick Vallance, o principal consultor científico do Reino Unido, disse que a mutação brasileira tinha algumas das características das outras variantes do coronavírus.

"O que estamos vendo é que mutações estão surgindo em todo o mundo bastante semelhantes em termos de mudanças", disse ele ao programa Peston, da ITV, dizendo que a cepa brasileira parecia semelhante à sul-africana. Ele disse que não há evidências de que qualquer uma delas torne a doença mais grave.

"As mudanças que estamos vendo com as variantes são em grande parte em torno do aumento da transmissão. Isso torna mais fácil passar de uma pessoa para outra, torna mais fácil pegar", disse ele.

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