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Plano de US$ 1,9 trilhão de Biden é aprovado pela Câmara dos EUA

Pacote econômico busca minimizar danos causados pela pandemia do novo coronavírus; texto vai ao Senado, onde a vice Kamala Harris pode desempatar a votação.
Por Estadão Conteúdo

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou na madrugada deste sábado, 27, o pacote de estímulos à recuperação econômica proposto pelo presidente do país, Joe Biden. Esta é a primeira vitória legislativa do democrata, que assumiu o seu cargo em janeiro. O plano, proposto como uma forma de minimizar os danos causados pela pandemia do novo coronavírus, prevê investimentos de US$ 1,9 trilhão.

O plano passou com 219 votos favoráveis, ante os 212 contrários à medida. Essa votação representa um primeiro e bem-sucedido teste para os democratas, que detêm a maioria da Câmara por uma diferença estreita, de 221 contra 211 deputados republicanos.

O texto foi enviado ao Senado, onde a vice-presidente do país, Kamala Harris, pode ter o voto de minerva em caso de empate; cada partido tem 50 cadeiras na Casa.

O chamado "Plano de Resgate Americano", se aprovado definitivamente, se propõe a pagar por vacinas e medicamentos contra a covid-19 e enviar uma nova rodada de ajuda financeira a famílias do país, pequenos comércios e governos a nível estadual e municipal.

O documento inclui uma nova rodada de pagamentos diretos aos americanos, de US$ 1.400 por pessoa, e de US$ 400 por semana de seguro-desemprego para pessoas desempregadas. Entenda aqui todos os pontos previstos no pacote.

Os democratas defendem o pacote como uma medida necessária para combater a pandemia no país, que já registra mais de 500 mil mortos pela doença e outros milhões desempregados. “O povo americano precisa saber que o seu governo está presente”, afirmou Nancy Pelosi, presidente da Câmara.

Os republicanos, que têm negado maiores gastos para enfrentar a pandemia, defendem que um novo pacote não seria necessário, mencionando, inclusive, que apenas 9% dos gastos previstos seriam destinados a ações diretas de combate ao vírus.

Biden tem focado as suas primeiras semanas de governo nas tentativas de lidar com a maior crise sanitária da história dos EUA. Os democratas pretendem ter o documento pronto para assinatura do presidente até o dia 14 de março, quando os benefícios de seguro-desemprego e outros tipos de auxílio estão previstos para expirar.

Salário-mínimo

Os democratas terão ainda que definir como lidarão com a proposta de aumento no salário-mínimo, um dos principais pontos do pacote. Na proposta original, o piso passaria de US$ 7,25 para US$ 15 por hora, a primeira alteração do tipo desde 2009.

Especialistas em legislação do Senado afirmaram que a medida não pode ser aprovada por maioria simples, como os demais pontos do plano, e, sim, por uma aprovação de 60 dos 100 votos da Casa, um número improvável de ser alcançado. Os líderes democratas ainda estudam como aprovar a mudança no piso. Para Nancy Pelosi, o pacote será aprovado no Congresso independentemente da inclusão ou não da mudança no salário-mínimo, e ainda afirmou que a proposta não será esquecida pelos democratas, mesmo que seja deixada de fora do pacote atual.

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