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Ex-aliado de Putin é internado com dormência repentina

Anatoli Chubais, de 67 anos, deixou a Rússia e o cargo de conselheiro do Kremlin em março.
Por Estadão Conteúdo

Um ex-conselheiro da alta cúpula do Kremlin que se demitiu em março, pouco depois da invasão russa da Ucrânia, foi hospitalizado no domingo, 31, em um país europeu, em condições críticas, com sintomas de um distúrbio neurológico raro. Anatoli Chubais, de 67 anos, apresentou uma dormência crescente e repentina nas mãos e nas pernas, segundo o relato da esposa, Avodtia Smirnova, à jornalista russa Ksenia Sobchak.

O próprio Chubais contou a Sobchak que foi diagnosticado com a rara síndrome de Guillain-barré, na qual o sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso. No entanto, de acordo com o canal de notícias da jornalista, especialistas vestindo “trajes de proteção química” examinaram a sala em que ele adoeceu de repente.

Chubais era uma figura proeminente na política russa e um aliado do presidente Vladimir Putin desde a década de 1990. Ele supervisionou as privatizações durante a transição da Rússia para uma economia de mercado, tornou-se o executivo-chefe do monopólio estatal de poder da Rússia e assumiu as rédeas da Rosnano, uma empresa estatal de tecnologia.

Mais recentemente, ele serviu como enviado climático internacional de Putin. Ele deixou esse cargo - e o território russo - em março, sem declarar uma razão, embora se acredite que a decisão tenha a ver com a sua oposição à invasão da Ucrânia. Ele é uma das autoridades russas de mais alto nível que renunciou ao governo de Putin desde fevereiro.

A localização atual de Anatoli Chubais não foi divulgada.

Não está claro o que aconteceu com ele, embora as notícias de sua doença repentina tenham chamado a atenção para uma série de episódios em que oponentes do Kremlin foram envenenados.

O político da oposição Alexei Navalni foi envenenado em 2020 com o agente químico Novichok. Em 2015, o político da oposição Vladimir Kara-Murza também sofreu sintomas consistentes com envenenamento.

Alexander Litvinenko, um ex-agente do FSB - agência sucessora da KGB - morreu de envenenamento por polônio 210 radioativo em Londres, em 2006.

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