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Alisson chega ao topo do mundo após lesões de ídolo e do irmão

Goleiro era o terceiro da posição no Internacional em 2014 e, um ano depois, virou titular da seleção.

Por  Estadão Conteúdo

Eleito nesta segunda-feira pela Fifa melhor goleiro do mundo, Alisson é visto no Rio Grande do Sul como um fenômeno. Natural de Novo Hamburgo, o goleiro era o terceiro da posição no Internacional em 2014 e um ano depois já tinha virado titular da seleção brasileira. A carreira de Alisson continuou em curva ascendente e ele brilhou na Roma, da Itália, e faturou o título da Liga dos Campeões com o Liverpool na temporada passada.

A história de sucesso de Alisson no Inter começou em outubro de 2014, após uma expulsão de Dida e uma lesão do irmão Muriel. Ele, então, virou titular e se firmou na posição.

  • Foto: Facebook/Alison BackerAlison BackerAlison Backer

Na seleção, Alisson teve 'sorte' parecida. O então titular Jefferson foi mal contra o Chile em uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2015. O reserva imediato - Marcelo Grohe - sofreu lesão no ombro durante os treinos. A vaga de titular acabou ficando com Alisson, que à época tinha apenas 23 anos.

A sua estreia foi contra a Venezuela e o goleiro teve atuação segura, principalmente nas bolas aéreas. Na partida seguinte, contra a Argentina, em Buenos Aires, o goleiro voltou a jogar bem.

Taffarel, preparador de goleiros da seleção, sempre elogiou a frieza de Alisson em jogos decisivos. "Ele tem personalidade. É isso que temos de ter na seleção", elogia o goleiro do tetra.

No Liverpool desde 2018, Alisson atingiu o ápice da carreira. Ele disputou 53 jogos e não foi vazado em 28 oportunidades. Na Inglaterra, tem a confiança do técnico alemão Jürgen Klopp, que também o incentiva a sair jogando com os pés.

O Liverpool pagou à Roma 72,5 milhões de euros (cerca de R$ 323 milhões) pelo brasileiro, na contratação mais cara da sua posição na história do futebol naquele momento. Ele foi superado pouco depois por Kepa, que foi contratado pelo Chelsea do Athletic Bilbao por 80 milhões de euros (R$ 366 milhões).

Antes do reconhecimento dado pela Fifa nesta segunda-feira, Alisson já havia conquistado o prêmio de melhor goleiro da Europa. Também foi eleito o melhor goleiro da Copa América de 2019, competição que conquistou com a seleção brasileira em julho.

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