Brasil

Após polêmica, MEC não renovará contrato e TV Escola pode acabar

Acordo do ministério com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto se encerra no fim de 2019.

Por  Estadão Conteúdo

O Ministério da Educação (MEC) informou nesta sexta-feira, 13, que não renovará o contrato com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), responsável por gerir a TV Escola. O contrato se encerra no fim deste ano e o ministro Abraham Weintraub ordenou que funcionários da emissora deixassem o prédio do ministério. Um caminhão de mudança estacionou na frente hoje para levar os pertences da equipe.

Questionado se encerrará as atividades da TV Escola, o MEC afirmou que "estuda a possibilidade de as atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública". Somente no ano passado, o contrato com a Roquete Pinto foi de R$ 73 milhões, mas sofreu redução neste ano.

O canal foi criado em 1995 e é transmitido em rede aberta em algumas cidades do País. A TV chegou a fazer parte do MEC, mas desde 2015 mantém apenas contrato de gestão com a pasta para produção de conteúdo e gestão operacional.

Série com participação de Olavo de Carvalho

Recentemente, virou alvo de polêmica ao veicular em sua programação a série Brasil: A Última Cruzada, que conta com a participação do escritor Olavo de Carvalho, guru da ala ideológica do governo Jair Bolsonaro. A série faz releituras sobre a ditadura militar e outros períodos históricos do Brasil sob viés conservador.

Em nota, a Roquete Pinto afirmou que Weintraub "expulsou" a TV Escola do prédio do MEC. Segundo a associação, a ordem do ministro era para que a desocupação ocorresse até 29 de novembro, mas, com dificuldade de encontrar um novo espaço para acomodar a equipe da TV, pediu, na Justiça, a prorrogação do prazo. Uma liminar que garantia a permanência da equipe na sede do ministério foi cassada nesta quinta-feira.

"A direção da Roquette Pinto Comunicação Educativa, que faz a gestão da TV Escola, tentou inúmeros contatos com assessores do Ministério e com o próprio ministro, no sentido de solicitar uma prorrogação do prazo para a desocupação afim de poder achar um local adequado. Não recebeu nenhuma resposta", afirma a Roquete Pinto na nota.

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