Economia e Negócios

Após renovar recorde, Ibovespa tem queda de 1,83% com balanços em foco

Principais ações que influenciaram esse movimento são do setor financeiro, com destaque para o Bradesco.

Por  Estadão Conteúdo

Após atingir nível recorde na sessão da quarta, aos 108.407,54 pontos, o Ibovespa registrou uma queda de 1,83% (1,5 mil) pontos nesta quinta-feira, 31, com os negócios ainda ditados pela temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre.

As principais ações que colaboram para esse movimento são as do setor financeiro, com destaque para o Bradesco, que caíam perto de 4%, apesar do balanço do terceiro trimestre ter vindo dentro do esperado.

Além dos setor financeiro na B3, a Vale teve queda superior a 3%. A mineradora informou ter acionado preventivamente o protocolo de emergência em Nível 1 da barragem Forquilha IV, em Ouro Preto (MG). Já Petrobrás PN cedia 0,07%, e ON, -0,80%.

Dólar

O dólar segue perto de R$ 4,03, depois da volatilidade provocada durante a manhã pela formação da Ptax - que é a taxa de câmbio de referência do real por dólares. Além disso, analistas citam a percepção de saída de recursos do País para justificar o desempenho da moeda norte-americana ante o real.

A economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest, diz que a subida do dólar ante o real tem a ver com a perda de atratividade do Brasil perante os investidores estrangeiro, na esteira da queda do diferencial de juros interno e externo.

Na quarta, 30, o Copom cortou a Selic em 0,50 ponto, para 5% ao ano, e sinalizou mais cortes, podendo encerrar o ciclo em 4%. Já o Federal Reserve fez um corte de juros de 25 pontos-base para a faixa de 1,50% a 1,75% ao ano, mas o presidente do BC americano, Jerome Powell, sinalizou que pode fazer uma pausa no afrouxamento em dezembro e retomá-lo mais à frente, se for necessário.

"O investidor estrangeiro não está vendo atrativo no Brasil porque o juro real interno está cada vez menor, muito perto de zero, enquanto o Mexico (juro básico está em 7,75%) e a Turquia (14,00%), por exemplo, propiciam rentabilidades reais maiores ao investidor", compara.

A despeito da valorização neste dia, o dólar deve fechar outubro no negativo. Até o momento, acumula variação negativa de 3%.

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