Teresina - PI

Audiência na Câmara discute situação de venezuelanos em Teresina

"Agora não querem nos deixar sair com os meninos nas ruas. Eles sempre ajudaram a gente. Queremos comida, uma casa maior. Temos crianças e queremos saúde, médicos”, disse uma venezuelana.

Andressa Martins
Teresina
Germana Chaves
Teresina
- atualizado

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (26) uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina para tratar sobre a situação dos mais de 200 venezuelanos em Teresina. Segundo um levantamento da Semcaspi (Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas), os imigrantes são oriundos da tribo Warao, no nordeste da Venezuela.

A audiência pública foi proposta pela vereadora Cida Santiago (PHS). A parlamentar disse que Teresina é “tida como uma cidade acolhedora” e não pode ser agora vai “expulsar” os venezuelanos.

  • Foto: GP1Eubi Paulino Bentacourdt Eubi Paulino Bentacourdt

“Cabe a nós nesse momento, nesse ato solidário, acolhermos da melhor forma possível e dando opções também para eles. Não é só tirar das ruas aqueles que tem crianças, mas dar condições para que eles possam se adaptar à realidade”, afirmou Cida.

Crianças nos sinais

Eubi Paulino Bentacourdt, venezuelana da tribo Warao, explicou que quer ajuda para toda a comunidade que está em Teresina. Durante entrevista, a venezuelana disse que o grupo está à procura de trabalho e que na cultura deles é natural que as crianças trabalhem. Na capital o estranhamento se dá por conta das crianças estarem pedindo esmola nos sinais.

“Estamos aqui há três semanas e agora não querem nos deixar sair com os meninos nas ruas. Eles sempre ajudaram a gente. Queremos comida, uma casa maior. Temos crianças e queremos saúde, médicos”, afirmou.

Pastoral do Imigrante

De acordo com Socorro Oliveira, coordenadora da Pastoral do Imigrante da Arquidiocese de Teresina, esta é a primeira experiência real com a imigração na capital. A pastoral está dando suporte aos 206 venezuelanos na capital piauiense.

“Estamos acompanhando no dia a dia nos abrigos, a gente está colaborando com alimentação, na orientação da organização das famílias e também a gente está dando orientação sobre a questão da fé, fortalecendo a esperança deles na nossa cidade”, disse.

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