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Avião com 157 pessoas a bordo cai na Etiópia minutos após decolar

Ainda não foram divulgadas as causas do acidente com o avião modelo Boeing 737; não está descartada a hipótese de a tragédia ter deixado várias pessoas mortas.

Por  Estadão Conteúdo
- atualizado

Um avião da companhia Ethiopian Airlines que se dirigia da capital etíope a Nairobi, capital do Quênia, caiu neste domingo, 10, com 157 pessoas a bordo, informaram as autoridades do país. O CEO da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, confirmou que não há sobreviventes entre as vítimas, de 35 nacionalidades diferentes.

Representantes da companhia aérea também disseram, em entrevista coletiva, que ainda é muito cedo para especular as causas da tragédia. A Ethiopian Airlines vai colaborar com investigações futuras. "A empresa oferece todo o apoio necessário às vítimas das famílias e lamenta profundamente a perda de seus entes queridos", destacaram.

Testemunhas que estavam próximas ao local do acidente disseram que a explosão foi tão forte que não foi possível se aproximar imediatamente da área onde caiu o avião.

Em entrevista coletiva transmitida pelo Facebook, o CEO da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, confirmou que havia passageiros de 35 nacionalidades. Entre as que foram divulgadas:

Quênia (32)

Canadá (18)

Etiópia (9)

Itália (8)

China (8)

Estados Unidos (8)

Britânicos (7)

França (7)

Egito (6)

Alemanha (5)

Holanda (5)

Índia (4)

Eslováquia (4)

Áustria (3)

Suécia (3)

Rússia (3)

Marrocos (2)

Espanha (2)

Polônia (2)

Israel (2)

Bélgica (1)

Djibouti (1)

Indonésia (1)

Uganda (1)

Iêmen (1)

Sudão (1)

Sérvia (1)

Togo (1)

Moçambique (1)

Ruanda (1)

Somália (1)

Noruega (1)

Irlanda (1)

Arábia Saudita (1)

Nepal (1)

Nigéria (1)

Passaporte das Nações Unidas (1)

Até o momento, não há informações sobre a lista de nomes de passageiros e tripulantes. Familiares de passageiros ainda aguardam explicações.

Ainda de acordo com o grupo de CEO da Ethiopian Airlines, o capitão do voo Yared Getachew acumulava mais de 8 mil horas. Ele comandava a aeronave ao lado do primeiro comandante Ahmed Nur Mohammod Nur que tinha 200 horas de voo.

Após decolar, o piloto reportou dificuldades técnicas e solicitou permissão para retornar ao aeroporto internacional de Adis Abeba. A permissão chegou a ser concedida.

A Ethiopian Airlines confirmou que a aeronave perdeu contato e provavelmente caiu às 8h44 (horário local), seis minutos depois de decolar do aeroporto internacional de Adis Abeba às 8h38 (horário local, 2h38 em Brasília), perto da cidade de Bishoftu, informou em comunicado.

A empresa alega que o avião não tinha problemas técnicos conhecidos. O operador de tráfego aéreo do país disse que a aeronave apresentou velocidade vertical instável após a decolagem e que a visibilidade parecia estar clara.

A companhia aérea tambem divulgou contatos de emergência pelas redes sociais.

O avião, com número de voo ET302, tinha previsão de aterrissar no aeroporto internacional de Nairobi Jomo Kenyatta às 10h25 (horário local). A aeronave tinha pouco mais de quatro meses de uso. A Ethiopian Airlines é a maior companhia aérea da África, com vários voos não somente com destinos internacionais, e com uma boa reputação em matéria de segurança aérea.

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