Economia e Negócios

Bolsa fecha com ganho de 4% e dólar recua a R$ 5,72

Notícia fez a B3 voltar aos 81 mil pontos, além de também animar os mercados internacionais; após seguidos recordes de alta, moeda deu sinais de alívio e favoreceu o real.

Por  Estadão Conteúdo
- atualizado

O mercado brasileiro teve um dia de ganhos nesta segunda-feira, 18, impulsionado pela possível descoberta de uma vacina contra o novo coronavírus. A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, encerrou com ganho de 4,69% aos 81.194,29 pontos. Já o dólar recuou 2,03% e fechou cotado a R$ 5,7206.

Na máxima para esta segunda, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, subia aos 81.315,35 pontos - porém, pouco após a abertura, a Bolsa já operava em tom positivo, com ganho de 1,42% aos 78.654,53 pontos. O movimento de alta se acelerou no decorrer da sessão e no final da manhã a B3 já subia aos 80 mil pontos.

Deu novo fôlego a B3 - e também para as principais Bolsas do exterior -, o possível desenvolvimento de uma vacina, capaz de gerar uma resposta imunológica contra o coronavírus. A descoberta foi da empresa de biotecnologia e farmacêutica Moderna, na Califórnia. Os testes, já conduzidos em humanos, trouxeram resultados aparentemente 'seguros e eficazes'.

Ainda que com ímpeto menor do que o observado na Bolsa, o real também teve um dia de valorização e alívio. A moeda, que abriu os negócios cotada a R$ 5,7806, uma alta de 1%, chegou a subir para a máxima de R$ 5,8001, antes de recuar para o patamar de R$ 5,71. No exterior, o dólar também caiu perante a maioria das moedas emergentes.

Somente neste ano, a valorização do dólar já é superior a 47%, sendo que o recorde nominal, quando não se desconta a inflação, é de R$ 5,9718. Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, o dólar turismo é vendido perto de R$ 6.

Na B3, uma das maiores altas é a Petrobrás. A estatal prepara captação de R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas, ainda esta semana. Entre os bancos coordenadores estão o Itaú BBA, o BB Investimentos e o Safra, que inicialmente devem ficar com o papel em suas carteiras. Entretanto, se houver demanda no mercado secundário para os papéis, pelo menos uma parte pode ser vendida.

Contexto internacional

Na Europa, também animou os investidores o anúncio da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente da França, Emmanuel Macron, de um fundo conjunto de 500 bilhões de euros para combater os impactos da covid-19. Com isso, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 4,07%.

Ja na Ásia, ditou o tom positivo do mercado, o comentário do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, de que a crise provocada pela pandemia do coronavírus poderá fazer a economia dos Estados Unidos encolher "facilmente" entre 20% e 30% neste trimestre.

Ainda nos EUA, a expectativa fica em torno do novo pacote de ações contra o vírus aprovado pela Câmara dos Deputados, superior a US$ 3 trilhões. No entanto, como a medida foi apoiada basicamente por deputados democratas, e os senadores republicanos são a maioria, é muito provável que ela não passe na votação do Senado.

Mercados internacionais

Com investidores acompanhando esforços de epicentros do coronavírus, incluindo Itália, Espanha e Nova York, de reabrir suas economias após longos períodos de bloqueio, as Bolsas europeias fecharam o pregão desta segunda-feira em alta. A Bolsa de Londres subiu 4,29%, a de Frankfurt avançou 5,67% e a de Paris se valorizava 5,16%. Já em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 3,26%, 4,70% e 4,62%, respectivamente.

As principais Bolsas da Ásia também encerram em alta. O índice japonês Nikkei subiu 0,48% em Tóquio, enquanto o chinês Xangai Composto avançou 0,24%, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,51% em Seul e o Hang Seng teve ganho de 0,58% em Hong Kong. Já o menos abrangente índice chinês Shenzhen Composto caiu 0,43% e o Taiex recuou 0,69% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana ficou no azul e o S&P/ASX 200 avançou 1,03% em Sydney.