Caracol - PI

Câmara aprova contas de ex-prefeito de Caracol preso pela PF

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) havia emitido um parecer prévio pela reprovação das contas de governo de Isael Macedo, após constatadas diversas irregularidades.

Bárbara Rodrigues
Teresina
- atualizado
  • Foto: DivulgaçãoEx-prefeito Isael MacedoEx-prefeito Isael Macedo

A Câmara Municipal de Caracol aprovou as contas do ex-prefeito Isael Macedo Neto referente ao exercício financeiro de 2011. Em 2016, Isael foi preso pela Polícia Federal no Piauí após ser condenado a 11 anos e quatro meses de reclusão por desvio de dinheiro público no ano de 2011.

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) havia emitido um parecer prévio pela reprovação das contas de governo de Isael Macedo após constatadas diversas irregularidades, que posteriormente acabaram o condenando a prisão. Só que cabe à Câmara Municipal de Caracol julgar as contas do executivo. Os vereadores decidiram não seguir a decisão do TCE e aprovaram as contas.

Na decisão publicada no Diário Oficial dos Municípios do dia 26 de dezembro, os vereadores afirmaram que as irregularidades que foram encontradas são sanáveis e de natureza formal, “que não configuram ato doloso de improbidade administrativa”.

Prisão

O ex-gestor foi condenado a 11 anos e quatro meses de reclusão por desvio de dinheiro público no dia 13 de janeiro de 2016. De acordo com o Ministério Público Federal, entre janeiro de 2009 e setembro de 2011, o ex-prefeito do município de Caracol, Isael Macedo Neto, teria desviado R$ 1.305.422,39 (um milhão, trezentos e cinco mil, quatrocentos e vinte e dois reais e trinta e nove centavos) do erário público.

O ex-prefeito teria simulado a aplicação dos recursos repassados em notas fiscais duvidosas com a ajuda do ex-secretário municipal de Administração de Finanças, Yuldeman Ribeiro Dias de Macedo, e do ex-secretário municipal de Saúde, Idilvan Ribeiro Dias de Macedo.

No dia 20 de janeiro de 2016, ele acabou se entregando na sede da Polícia Federal no Piauí e foi conduzido a sede do Grupamento Tático Aeropolicial (GTAP).