Brasil

Camargo Corrêa fecha leniência com Cade e entrega cartel do metrô

A empreiteira confessou crimes praticados entre 1998 e 2014. A investigação é um desmembramento da Operação Lava Jato.

Andressa Martins
Teresina
- atualizado

Ao fechar acordo de leniência com a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a empreiteira Camargo Corrêa entregou documentos que indicam formação de cartel em 21 licitações do Metrô em sete estados entre os anos de 1998 e 2004. Nove empresas estão envolvidas no esquema.

Agora serão investigados projetos de metrô e monotrilho no Ceará, Bahia, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e São Paulo.

Acordo conjunto

O acordo é um desdobramento da Operação Lava Jato e foi celebrado de acordo com o MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo. Executivos da Camargo Corrêa forneceram informações e comprovantes dos delitos.

As empresas Odebretcht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, Carioca, Marquise, Serveng e Constran também estão envolvidas no esquema. Existe suspeita que outras empresas também tenham participado da organização.

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