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Carlos Ghosn é acusado pela quarta vez por promotores japoneses

Com a nova denúncia, brasileiro deve permanecer na cadeia; prisão preventiva do ex-presidente da Nissan expiraria nesta segunda, 22.

Raisa Brito
Teresina
- atualizado

Promotores japoneses apresentaram nesta segunda, 22, a quarta acusação formal contra o ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn. Desta vez, a denúncia trata de supostos pagamentos feitos por uma subsidiária da Nissan a uma empresa privada de investimento que seria controlada por Ghosn e com sede em Omã. Estima-se que oprejuízo causado a Nissan chega a US$ 5 milhões.

A nova acusação foi apresentada no mesmo dia em que em que a prisão preventiva de Ghosn expira. O brasileiro está encarcerado desde o último dia 4. As acusações não foram confirmadas imediatamente pelos promotores, mas há a expectativa de que Ghosn permaneça preso.

Ghosn foi preso pela primeira vez em novembro de 2018, após um tribunal em Tóquioacatar denúncias de supostos crimes financeiros contra a montadora japonesa.

No início de março, ele foi solto sob fiança e permaneceu em Tóquio à espera de julgamento. Quase um mês depois, um novo pedido de prisão apresentado pelos procuradores do caso levaram Ghosn de volta à cadeia.

Ghosn nega todas as acusações e se declara inocente.

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