Piauí

Celso Barros vai manter 'política da boa vizinhança' com o Governo

“Nós temos um bom relacionamento com o governo estadual, com os municípios e nós temos que ter essa política de boa vizinhança justamente para isso", declarou.

Wanessa Gommes
Teresina
Davi Fernandes
Teresina
- atualizado

Durante solenidade de posse, na noite desta quinta-feira (10), o novo presidente da OAB-PI, Celso Barros Neto, falou sobre o relacionamento da nova gestão com o Governo do Estado, expectativa em relação ao Governo de Jair Bolsonaro e a possibilidade de extinção da Justiça do Trabalho.

Celso destacou a política da boa vizinhança ao falar do bom relacionamento que a instituição tem com o Governo do Estado e os municípios: “Nós temos um bom relacionamento com o governo estadual, com os municípios e nós temos que ter essa política de boa vizinhança justamente para isso, porque a OAB é uma entidade que ela é do encontro, claro, que às vezes existe um confronto, mas nós somos criados, concebidos para dialogar, para manter um franco diálogo com as entidades e com as autoridades representativas da sociedade”, afirmou.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Presidente da OAB Piauí, Celso Barros NetoPresidente da OAB Piauí, Celso Barros Neto

O novo presidente disse ainda o que espera do Governo Bolsonaro. Segundo ele, as boas ações do governo serão apoiadas pela OAB: “É claro que nós devemos respeitar a mudança no novo Governo Federal, que é legítimo. Tenho certeza que as boas ações do governo nós vamos apoiar e é claro, as ações que não forem de acordo com os interesses constitucionais, com os interesses da sociedade, a OAB vai ser a primeira voz a se levantar, a se erguer contra. Mas nós temos esperança de que os novos governos, tanto a nível federal quanto a nível estadual, façam as políticas públicas voltadas para a sociedade”, declarou.

Já em relação a possibilidade de extinção da Justiça do Trabalho, Celso disse que é contra: “A Justiça do Trabalho está sofrendo um processo de revisão de críticas e nós somos contrários a essas críticas, contrários a essa revisão de conceito porque nós entendemos que a Justiça do Trabalho é essencial para a nossa realidade social. Acho que deve ser permanente, deve existir, faz parte da estrutura organizacional do Poder Judiciário e nós não concebemos a existência de nenhum tipo de modificação na estrutura atual jurisdicional que é da Justiça do Trabalho. Portanto a nossa opinião é que a Justiça do Trabalho deve ser mantida, não deve ser extinta”.

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