Campo Maior - PI

Eventos marcam os 195 anos da Batalha do Jenipapo

A Batalha do Jenipapo é considerada um dos mais importantes confrontos ocorridos no país para a independência do Brasil.

BÁRBARA RODRIGUES
ANDRESSA MARTINS
WANESSA GOMMES
DE TERESINA
- atualizado

195 anos da Batalha do Jenipapo em Campo Maior

Aconteceu, nesta terça-feira (13), as comemorações ao aniversário de 195 anos da Batalha do Jenipapo no município de Campo Maior. As solenidades foram iniciadas com a missa, na Catedral de Santo Antônio, por volta das 12h, com a presença do governador Wellington Dias (PT), do prefeito de Campo Maior, Professor Ribinha (PT), a vice-governadora Margarete Coelho (Progressistas), os deputados estaduais Themístocles Filho (MDB) e Antônio Félix (PSD), entre outras autoridades.

A Batalha do Jenipapo é considerada um dos mais importantes confrontos ocorridos no país para a independência do Brasil. Ela aconteceu no dia 13 de março de 1823, na cidade de Campo Maior, e foi um confronto entre partidários da independência brasileira e a resistência portuguesa. Além dos piauienses, cearenses e maranhenses também participaram. A independência do país foi proclamada dia 7 de setembro de 1822 e desde então o governo português tentou impedir o crescimento dos movimentos separatistas. A Batalha do Jenipapo afastou o major João José da Cunha Fidié do Piauí e consolidou a independência da região de Portugal.

O governador Wellington Dias destacou que é importante o piauiense reconhecer como essa batalha ajudou o país. “Esse 13 de março, cada vez mais os piauienses compreendem que é um dos momentos mais importantes da independência do Brasil. Se a gente para um pouquinho para pensar, não teríamos esse continente chamado de Brasil se não fosse, pelo menos naquela época, a luta dos piauienses junto com os cearenses e maranhenses para libertar a parte norte do Brasil. Então é um momento muito importante”, disse.

O prefeito de Campo Maior, professor Ribinha, destacou que a programação dessa terça-feira tem como objetivo homenagear os que trabalharam para conseguir ajudar o país.

“É um momento importantíssimo, onde a cada ano precisamos fortalecer essa celebração, pois é aqui em Campo Maior que podemos contar a história desse povo trabalhador, corajoso que participou de uma forma direta de um confronto em prol da liberdade, da independência, e por isso existe toda uma programação articulada com o governo do estado. Existe uma vasta programação, onde iniciamos com essa missa, temos o culto e a programação no monumento do Jenipapo, para que relembremos aqueles que doaram seu sangue em prol da independência do Brasil”, afirmou.

Logo após a missa, foi realizado um culto em ação de graças na Igreja Batista. Além disso, ainda ocorreu o tradicional desfile cívico militar, além da apresentação da peça teatral “A Batalha do Jenipapo” e a entrega de medalhas.

“A peça tem como objetivo mostrar, de maneira didática, o que aconteceu no dia 13 de março de 1823. Nós contamos com mais 120 atores envolvidos nessa produção. Além disso, existem as pessoas atuando no figurino, iluminação, técnicas, totalizando 170 trabalhadores”, contou Bid Lima, diretora da unidade de articulação cultural da Secretaria de Cultura do Estado (Secult).

Entrega de van

Durante o evento, a Associação dos Deficientes Visuais CampoMaiorense (Advic) recebeu um veículo tipo van, que foi entregue pela Secretaria de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid). Os recursos utilizados na aquisição do veículo, que custou R$ 140 mil, são do tesouro nacional e de emenda do deputado estadual Aluísio Sampaio.

Manifestação

Durante as comemorações, professores da rede estadual realizaram uma manifestação criticando o acordo que foi homologado concedendo reajuste de 6,81% no mês de maio, para os profissionais do magistério público da educação básica.

Jacinta Bandeira, presidente do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica Pública do Estado) de Campo Maior, criticou o não pagamento do retroativo: “Todo ano nós temos um reajuste salarial e este ano é de apenas 6,81%. O Governo levou ao sindicato uma negociação que não satisfaz os sócios do Sinte, que foi pra colocar a paridade, em maio, tanto para o ativo quanto para o inativo, então, nós estamos perdendo o mês de janeiro, fevereiro, março e abril, se ele colocar pra receber em maio, sem retroativo, vamos perder 4 meses de piso e é um prejuízo muito grande pra categoria da educação”, disparou.

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