Campo Maior - PI

Ex-prefeito Bona Carbureto é condenado a 7 anos e 6 meses de prisão

A sentença foi dada pela juíza federal substituta da 3ª Vara Federal, Vládia Maria de Pontes Amorim, no dia 4 de janeiro deste ano.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado

O ex-prefeito de Campo Maior, Raimundo Nonato Bona, mais conhecido como Bona Carbureto, e o ex-secretário de Finanças, Marco Antônio Bona, foram condenados pela Justiça Federal a 7 anos e 6 meses de reclusão, cada um, por desvio de dinheiro público. A sentença foi dada pela juíza federal substituta da 3ª Vara Federal, Vládia Maria de Pontes Amorim, no dia 4 de janeiro deste ano.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, Bona Carbureto, como prefeito do Município de Campo Maior, no período de 01/01/2001 a 31/08/2003 e de 12/12/2003 a 31/12/2004, apropriou-se da importância de R$ 271.850,00, dos R$ 352.600,00, repassados ao Município, pela FUNASA, através do Convênio nº 113/2001, com o objetivo de construir, inicialmente, 434 módulos sanitários domiciliares, bem como para aplicação em Programa de Educação em Saúde e Mobilização Social (PESME).

Em relação a Marco Bona, irmão do então prefeito, o MPF alegou que na condição de Secretário de Finanças de Campo Maior, entre 09/12/2002 e 23/09/2003, colaborou para que o prefeito se apropriasse de tais recursos.

Consta que pareceres técnicos elaborados pela FUNASA apontaram que não foram construídos os módulos sanitários nos Povoados acima citados e nem no Bairro Cidade Nova, na sede do Município e ainda indicaram que os que foram construídos nos bairros Canudos e Fripisa estavam em desacordo com as especificações técnicas.

Ainda de acordo com a denúncia, Formulário de Aprovação ASCOM concluiu que não foram aplicados os recursos do Convênio nº 113/2001 no Programa de Educação em Saúde e Mobilização Social (PESME).

O órgão ministerial afirmou também que, os recursos do convênio foram sacados em sua integralidade, da conta específica, por meio de cheques (alguns nominativos a fornecedores) e o restante, em espécie, “na boca do caixa”.

Outro lado

Os ex-gestores não foram encontrados pelo GP1.