Lagoa do Sítio - PI

Ex-prefeito Zé Simão é condenado por improbidade administrativa

A sentença do juiz Juscelino Norberto da Silva Neto, da Vara Única de Valença do Piauí, é do dia 27 de janeiro deste ano.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado
  • Foto: Brunno Suênio/GP1Ex-prefeito Zé SimãoEx-prefeito Zé Simão

O juiz Juscelino Norberto da Silva Neto, da Vara Única de Valença do Piauí, condenou o ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Lagoa do Sítio, José de Arimateas Rabelo, mais conhecido como Zé Simão por improbidade administrativa. A sentença é do dia 27 de janeiro deste ano.

Segundo denúncia do Ministério Público, Zé Simão na condição de Presidente da Câmara Municipal de Lagoa do Sítio, apropriou-se de dinheiro público, efetuando gastos alheios ao interesse público, como aquisição de combustível para veículos de terceiros, pagamentos de débitos em mercearias, compra de material de construção etc, realizados com cheques sem provisão de saldo financeiro.

“Conforme consta nos autos, Oficio da Promotoria de Justiça de Valença do Piauí, encaminhado à Gerência do Banco do Brasil, solicitando extratos bancários da conta da Câmara Municipal de Lagoa do Sitio referente à Janeiro de 2003 a junho de 2004, em que foram devolvidos 65 (sessenta e cinco) cheques”, diz trecho da denúncia.

Em sua defesa, Zé Simão pediu a improcedência da denúncia por entender que os fatos narrados na inicial não se constituem em ato de improbidade administrativa.

O ex-gestor teve os direitos políticos suspensos por três anos, além de ser condenado a pagar multa civil no valor correspondente a cinco vezes o valor da remuneração mensal percebida pelo requerido à época dos fatos, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Lagoa do Sítio, que deverá ser revertida ao município.

Prisão

Zé Simão está preso acusado de matar a esposa Gercineide Rabelo, em 10 de fevereiro de 2015, com um tiro na nuca enquanto dormia. Segundo o delegado geral Riedel Batista ela foi assassinada pelo prefeito Zé Simão com a ajuda da empregada Noêmia Maria, coautora do crime.