Piracuruca - PI

Filho do prefeito Gongo vira réu acusado de esfaquear ex-mulher

O filho do prefeito Erivan Fernandes é acusado de agredir a vítima com socos e desferir um golpe de faca na sua cabeça enquanto ela segurava a filha do casal nos braços no dia 26 de abril.

Davi Fernandes
Teresina
- atualizado

O juiz Stefan Oliveira Ladislau, da comarca de Piracuruca, recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí contra Luiz Eduardo Cardoso Fernandes, filho do prefeito de São João da Fronteira, Erivan Fernandes, mais conhecido como "Gongo", acusado de tentar assassinar sua ex-companheira no dia 26 de abril. A decisão foi dada no mês de junho.

Posteriormente o recebimento da denúncia, a defesa apresentou pedido de revogação da prisão do acusado após ter sido concedida ordem de soltura, por meio de um habeas corpus. No dia 10 de julho, o magistrado revogou a prisão preventiva de Luiz Eduardo.

Na decisão, o juiz destacou que a vítima prestou declarações ao Ministério Público relatando que o acusado, mesmo estando ciente, descumpriu medidas protetivas, motivo pelo qual sua prisão preventiva foi decretada. No entanto, foi concedida ordem de soltura, por meio de um habeas corpus (HC).

O juiz decidiu então revogar a prisão preventiva do acusado, mas manteve as medidas protetivas antes decretadas e acrescentou ainda a proibição ao acusado de frequentar e ter acesso a bares, boates e shows; recolhimento domiciliar a partir de 20h e manter distância da vítima de pelo menos 2 km.

Entenda o caso

O filho do prefeito Erivan Fernandes, mais conhecido como "Gongo", é acusado de agredir a vítima com socos e desferir um golpe de faca na sua cabeça enquanto ela segurava a filha do casal nos braços no dia 26 de abril, conforme explicou o titular da Polícia Civil de Piracuruca, Hugo Alcântara. “Ele tentou matar a vítima no dia 26 de abril. Primeiro ele deu um soco no rosto dela e desferiu o golpe de faca em sua cabeça e com isso foi instaurado o inquérito, ele descumpriu as medidas preventivas e foi preso”, informou o delegado.

O acusado descumpriu a primeira medida protetiva no dia 18 de junho, em uma festa, onde a vítima estava presente. Luiz Eduardo devia manter a distância mínima de 500 metros da ex-companheira. “Ocorreu no dia 18 durante uma festa que aconteceu em São João da Fronteira e ele descumpriu a medida protetiva de uma distância mínima de 500 metros da vítima”, ressaltou.

Outro lado

Luiz Eduardo Cardoso Fernandes não foi localizado pelo GP1.

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